A humanização do serviço público passa pela digitalização

Já somos em forma consolidada a sociedade da informação, tudo passa pelas redes que nos conecta a tudo em tempo real desde que esteja disponível. Uma resolução de excelência passa pela boa carga de informações que a problematização possui para que possamos melhorá-la a cada ato e consulta, fornecendo assim oportunidades de rapidez e eficiência.

Culturalmente o brasileiro já nasce ouvindo o quanto é pesada a carga tributária e quão ruim é o serviço público. Burocrático e fadigante, o serviço público tornou-se um terrível monstro de sete cabeças que amedronta a população com seus impostos, suas filas intermináveis e sua demora incompreensível para a resolução de problemas.

Sistemas integrados e de qualidade intuitivamente elaboradas farão de nosso serviço público um aliado e não mais um inimigo. A gestão da vida do cidadão em termos sociais, fiscais e Legais podem facilitar muito a vida deste e dificultar na mesma medida a corrupção sem sombra de duvidas.

Precisamos de mais sensibilidade dos governantes, mais vontade política e transparência, mais humanidade em aproximar essa relação de ódio e ódio, transformando-a em problema e solução. A dependência do Estado hoje irrita qualquer pessoa que não se vê valorizado como ser humano na ciranda maluca que é essa dependência. Quem se pré dispõe a precisar dos serviços públicos se vê no primeiro passo de um calvário interminável de decepções e cansaço.

Digitalizar os serviços públicos dará agilidade, justiça, disponibilidade e qualificação a nossa gente, sim, qualificação sim, pois quanto mais sei, quanto mais transparentes forem comigo, melhor será meu discernimento e mais qualificado estarei na hora de julgar o que contribuiu pra mim, economizando meu tempo, me fazendo justiça e até me acolhendo nos momentos em que mais preciso. De fato ninguém quer depender, mas quando precisa já é o último e possível recurso que se tem.

A vontade política dos governantes e a capacidade dos técnicos precisam convergir no sentido de oferecer soluções tangíveis, intuitivas, explicitas e transparentes. A informação deve estar ao alcance de todos sem distinção. O governante moderno assim vê a gestão pública, pois estará apostando na verdade plena e consciente do discernimento de cada cidadão beneficiado pela extinção da burocracia, na agilidade da resolução dos problemas, na eficiência e eficácia dos processos e no acolhimento humano. Quando plantamos um sentimento verdadeiro no coração das pessoas, nenhuma falácia o apaga.

Jean Carlos Sestrem

O ser humano é rede desde que o mundo é mundo

Título meio esquisito se tratando de um assunto tão moderno. As redes sociais são a materialização urbana da construção da humanidade pelo menos no que se pode conhecer da história ou da própria mitologia. Os grandes feitos da humanidade, que viraram ícones da sabedoria mínima, na sua essência, foram redes sociais primogênitas simplesmente que, sequer sofreram mutação natural, apenas neural, mas simplesmente sempre, social. A união de mais de um construiu as revoluções. Moisés uniu-se ao povo judeu para atravessar o deserto se rebelando a tirania e a escravidão dos faraós, Alexandre o Grande inundou de ganância e chacoalhou a ambição de seu exército para conquistar sem parar reinos e mais reinos até sucumbir a própria loucura, Jesus Cristo encheu de amor o coração desesperançoso do povo oprimido pelas espadas dos romanos e o controle poderoso dos sábios que mantinham no imaginário popular o controle da fé e do medo. Ninguém fez nada sem estar conectado em pelo menos três pontos, ou seja, o próximo, o medo do intangível e a esperança de dias melhores. Um tripé que domina até hoje em versões atualizadas e menos inteligentes o ser humano pós criação.

A sociedade em rede, fossem estas estabelecidas por conexão da mente, da voz ou através de cabos e pelo ar fazem mais de um unir-se a cada vez mais uns e, com isso, estabelecer relações simples e naturais com a complexidade instalada pela mercadologia exploratória de bens e consequência de poder. É, nada mudou, possivelmente modernizou-se os meios, mas a trajetória continua no compasso natural da evolução carnal e calculista, na frieza espontânea de sentimentos alimentados pelos mesmos parâmetros.

A sociedade nasceu em rede, evoluiu em harmonia, e continuará com cada vez mais dificuldades a evoluir. Digo dificuldades porque nos afastamos da natureza, andamos no mesmo caminho, pois ao mesmo tempo que somos rede somos interesses, e pra onde irmos levaremos os interesses que criaram sobre nós unidos ou não.

Quando somos índices, estatísticas, pesquisa, sociedade e não humanidade, somos rede. Em tudo que fazemos fora do sono somos rede, movidos pelo tripé perigoso consequência de nossa própria criação. Se Deus nos deu ou não, o fato é que possuímos o livre arbítrio, o poder da escolha individual de participar da rede nos faz vivos ou mortos na força que conduz o ser humano pelo mundo externo, pelo mundo que nos ilude, pelo mundo que nos interpreta e nos convence em versões imensuravelmente interpretáveis do tal tripé que se une como força motriz de nossos movimentos. Pergunte-se a si mesmo se algo mais te move se não a soma de teu próximo, o que amas, teu filho, marido, esposa, mãe ou outra forma de amor com a temência a Deus ou outra força ou Lei e regra e a esperança de melhorar e harmonizar tudo para que seu universo seja confortável e pacífico. Na rede da vida somos um ponto, unido a outros pontos, conduzindo a energia que trafega advinda de todos os pontos. Queiram controlar o que quiserem, tentem o que tentarem, errando tudo que possamos errar, em rede, caminhamos até aqui e longe iremos, no mesmo compasso, não adianta fugir. O ser humano desde que é humano, é rede.

Se Los Angeles e Miami quiserem a América Latina pára

Lançado no Portal SPB o Sistema Aberto de Eleições Eletrônicas

Durante a cerimônia de abertura do Encontro Nacional de Tecnologia da Informação foi lançado o SAELE-Sistema Aberto de Eleições Eletrônicas, com a presença do professor José Luis, representando a Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS, que se torna a segunda Universidade Pública a disponibilizar uma solução no Portal. A solenidade contou a presença do Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Delfino Souza.

No decorrer do ano de 2009 a UFRGS desenvolveu o SAELE, que foi concebido para gerenciar eleições e/ou enquetes, possibilitando o gerenciamento do processo eleitoral desde a fase de cadastramento da eleição até o seu escrutínio em ambiente web. A versatilidade da ferramenta possibilitou vislumbrar sua utilização por outros órgãos ou entidades públicos e privados, além dos cidadãos em geral.

Na opinião de Corinto Meffe, coordenador do Portal SPB, a solução poderá ser utilizada de forma muito ampla, pois várias organizações estruturam processos de participação popular ou realizam processos eleitorais formais. "Será uma tecnologia que vai fortalecer a democracia em diversos níveis", afirma Meffe,

O Sistema SAELE foi desenvolvido com filosofia de código aberto no paradigma de orientação a objetos, usando a linguagem de programação PHP e o banco de dados PostgreSQL. Pode ser usado tanto em ambiente Linux quanto Windows.

Para os cadastrados no Portal SPB baixarem o SAELE, basta acessar o endereço
http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=42365353

Um novo cidadão para a política velha – É a vez do argumento

O discurso sobre inflação por exemplo, é papo de outro mundo para a maioria esmagadora dos que circulam pelos meios digitais. Esse triste período da história econômica da família brasileira, que via seus proventos se diluírem como sal na água a cada minuto, não pertence a percepção lógica e veloz dos que circulam pelo e-mundo de hoje. Jovens entre dezesseis e 21 anos não viveram economicamente esse período e sequer imaginam como age esse parasita da riqueza individual no seu patrimônio por menor que este seja.

O jovem de hoje, sabe que se ele tiver paciência e poupar, além de aumentar seu patrimônio, aumenta seu poder de compra com negociação a vista. Por isso, querer impor campanhas para denegrir esse ou aquele grupo político com o fantasma da inflação é no mínimo navegar em mares desconhecidos e completamente ignorados pela nova sociedade de consumo.

Acredito, pelo que vejo nas ruas e nas rodas, além de manifestações através de redes onde circula uma massa de opinião social incalculável, que a nova sociedade não esta nem ai para essa intangível palavra no mundo deles, da realidade explícita. Como nos velhos tempos, os pais é que tentam de alguma maneira explicar o que significa, porém os resultados que ela trazia para o cotidiano do cidadão é imensurável pelo ponto de vista dos sentidos em uma camada social predominantemente eletrônica onde o google ensina mais do que os pais e a escola, basta querer. Os mais interessados no máximo tentam ler o que tem na wikepedia sobre o assunto, mas logo acham engraçado e impossível de acontecer dado a realidade que orbita ao redor de seu mundo pujante e economicamente viável.

O modelo de se fazer política no Brasil esta em confronto diário com a nova mídia. A bidirecionalidade ou interação midiática hoje que a internet oferece, está deixando os velhos políticos a beira da loucura, a ponto de investir muito tempo pensando em como controlar essa mídia sem dono e ao mesmo tempo sendo todos proprietários. Quando se ataca um pequeno setor, uma minoria que quer apenas defender interesses grandes para poucos, é mais fácil sem dúvida, mas confrontar ideias sem poder comprar a interpretação destas ou a manipulação incomoda muito as velhas raposas que por séculos compram a própria imagem conforme lhe convém sem a retórica, sem o questionamento.

Desde a constituição de 1988 e a implantação em massa da internet em 1991 que o Brasil virou mundo consolidando-se num cenário global, onde a riqueza intelectual de uma camada cada milésimo de segundo mais politizada expõe suas verdades de maneira efetiva e praticamente consolidada.

Feliz do político que não tem nada a esconder, e que interage com as redes sem medo de aprender, com a sede de melhorar suas ideias e atender anseios de um povo que sabe o que quer, que revoluciona com os sentidos convergentes a ideologia calculando resultados, somando indicadores, lendo gráficos e apontando uma mídia inquestionável, aquela de números, que esfrega no fuinho das raposas a sua própria incompetência quando muitos recursos são gastos em nada, que viram fumaça.

Se hoje, um canal de televisão não cria um herói da noite para o dia, é porque na madrugada, alguém vai perceber que de nada é feita a história do boneco que querem lhe vender como salvador a troco de suas próprias riquezas.

Se não temos igualdade em outros campos, temos na internet, aqui somos todos iguais, gozamos da mesma liberdade e nos pronunciamos a ponto de sermos ouvidos, apoiados e criticados. As redes sociais são a utopia do relacionamento político de uma sociedade. Um pleito criado agora, se quiserem ouvir com números de adeptos e todas as estatísticas possíveis em milésimos de segundos, podem, se quiserem atender, também podem. Se não quiserem ouvir nem atender, suportem as consequências, mas não tentem calar ou oprimir, pois como falei no início, repressão e opressão, como a inflação, não fazem parte do mundo destes, eles não aceitarão.

Jean Carlos Sestrem

Empresas brasileiras cuidado, no e-mundo você precisa ser livre

No mundo digital todo cuidado é pouco

O Brasil, por muito e muito tempo, sobreviveu tecnologicamente falando, com tecnologia externa e pagando direitos autorais por ela. Mas hoje, depois do grande desenvolvimento que temos alcançado com modelos de negócios diferenciados e altamente competitivos, com muita competência, nossa academia e nossa profunda participação nesse mundo, faz com que diariamente surjam nas redes, brasileiros altamente capazes de desenvolver de tudo para nossa indústria e nosso mercado geral.

Mas a cultura quando impregna preocupa. O modelo de negócios adotado pelo nosso país, fez com que o contratante não tivesse nenhuma preocupação com o próprio desenvolvimento, bem como completa ignorância a estratégia necessária no salvaguardar suas informações geradas pelos sistemas de informação de sua empresa. Por isso, é de vital importância, que passemos de agora em diante, a tomar cuidados imprescindíveis na contratação de nossa tecnologia e serviços para gerir nossas informações.

Quando contratamos hoje qualquer tecnologia ou sistemas de informação, nossa preocupação principal deve estar focada nos dados armazenados e na qualidade deles em caso de mudança de estratégia. Refinando, podemos atentar para duas coisas básicas. Modelagem de dados e o dicionário técnico desta. Por que? Com essas duas cláusulas contratuais, você pode a qualquer momento optar por uma migração segura e eficiente por outra ferramenta se todos os cuidados forem tomados na contratação. Além disso, outros sistemas de camadas superiores para tomada de decisões, podem facilmente serem desenvolvidos e ampliados com o intuito de melhorar a eficiência da empresa nas decisões importantes sem uma dependência viral e prostituída. Sem falar em código fonte ou coisas do gênero, muitas vezes protegidas por leis de direitos autorais e acordos internacionais, que impedem de maneira violenta de você promover uma auditagem por exemplo, para localizar códigos maliciosos ou algoritmos que filtram informações estratégicas que podem ser comercializadas pelo fornecedor sem nenhuma prova podendo ser apontada contra este. São vários problemas praticamente invisíveis aos olhos culturais da empresa brasileira, bem como da administração pública do país.

Quando você simplesmente se entrega e vira refém de uma única tecnologia, você praticamente para no tempo, e se torna dependente da tecnologia terceirizada em desenvolver-se no tempo dela, dentro da estrutura dela, muitas vezes arcaica e pesada, distante da realidade de suas aspirações e da dinâmica de seus negócios ou de suas gestões.

No mundo e-globalizado a estratégia da gestão da informação é poderosamente vital para o bom desenvolvimento de qualquer negócio ou de uma gestão pública, por isso, entregar a gestão dessa informação a uma cronologia incompatível com seus anseios é andar para trás e enfrentar uma piracema de custos crescentes e perda de competitividade.

A dinamicidade do mercado, cobra de cada gestor hoje uma velocidade crescente de tomada de decisões baseadqs nas mais do que infinitas variáveis que se apresentam em milésimos de segundos por todo o mundo. Dentro de sua corporação os sistemas precisam estarem disponíveis para adaptações rápidas a essa realidade mutante e veloz, por isso, depender de chamados técnicos e fila de produção é cada dia mais próximo de suicídio mercadológico.

Muita atenção na hora de contratar software, certifique-se de que no contrato estejam resguardados seguranças técnicas para liberdades imprescindíveis para sua gestão não fugir do controle. Consulte uma analista de confiança ou pessoas profissionalmente gabaritadas para lhe orientar dessas liberdades necessárias para que você não cai nas armadilhas ferozes do mercado especulativo de informação alheia patrocinado por empresas incapazes de criarem soluções antes que você apresente problemas. Compre solução expansível e liberta das amarras que promovem seu enfraquecimento, e permita-se crescer de maneira livre sendo dono daquilo que você gera para a saúde de seu negócio, ou seja, sua informação.

Jean Carlos Sestrem